Economia circular e os 3 pilares da sustentabilidade



O que é a economia circular?

A Economia circular se trata de um conceito baseado no funcionamento da natureza, o qual se opõe ao processo de produção linear, assim os insumos e resíduos que são utilizados na produção anterior de um produto são reutilizados em um seguinte. A fim de tangibilizar esse conceito, podemos relacioná-lo com o ciclo da natureza em que os restos da decomposição de frutas viram adubo no solo para as plantas. E por essa relação de zero resíduo em que existe a transformação de" nutriente" em "matéria prima" durante o ciclo, esse sistema também é chamado de "Cradle to Cradle", em tradução livre "do berço ao berço.


É possível dizer que esse modelo econômico vai além do objetivo e foco primordial restrito da utilização dos resíduos e de reciclagem (reduzir, reciclar e reutilizar), a fim de ampliar o desenho dos processos, produtos e dos modelos de negócio e mercado até à otimização da utilização dos recursos (movimentando mais produtos, componentes e materiais de uma maneira circular tanto tecnicamente quanto biologicamente). Então visa-se o desenvolvimento de novos produtos e serviços economicamente e ecologicamente eficientes, estruturados em ciclos perpétuos e com alto nível de reconversão. Todo esse processo é concretizado na minimização da extração de recursos, maximização da reutilização, aumento do desenvolvimento e da eficácia dos modelos de negócios.

Os pilares da sustentabilidade

A questão de sustentabilidade não é algo novo, há décadas esse assunto está em pauta em todo o mundo, especialmente no setor corporativo. Nesse contexto, a preocupação e o relacionamento das marcas com a sustentabilidade, vem sofrendo uma pressão externa de ONGs, movimentos de defesa do meio ambiente e até mesmo da população, que exige um posicionamento e uma preocupação pró ambiental das empresas. Assim, muitas corporações buscam uma relação saudável com os recursos naturais, reduzindo o desperdício e aumentando o apoio às causas sociais. Com o aumento da adesão das empresas e corporações para esse mindset de produção, foi criado o conceito do Triple Bottom Line, ou Tripé da Sustentabilidade, que é usado como base estrutural de funcionamento dessas companhias.


O que é o “Triple Bottom Line” ?

Esse conceito prega um foco sustentável na gestão de uma empresa, ou seja, além de prezar o lucro, a marca precisa prezar pelo menor impacto ambiental possível. Esse conceito é fundamental principalmente para enfatizar que a sustentabilidade é muito mais do que só a preservação de recursos naturais e a redução do impacto ambiental. O nome dessa teoria faz referência com os 3 pilares que compõem a sustentabilidade, estes são:


Social

Esse pilar trata da responsabilidade social, ou seja, do impacto que a empresa gera no setor em que está inserida e também da forma como estrutura seu funcionamento interno seu funcionamento interno. Dessa maneira, a questão social de divide em externa e interna:

→ Interna: preoupação com o respeito interpessoal dos membros da empresa, oferecer boas condições de trabalho, inclusão e diversidade, flexibilidade, remuneração justa, igualdade entre gêneros, oferecimento de benefícios, a fim de garantir um ambiente de trabalho saudável e justa.

→ Externa: ajudar seu entorno social, como ONGs, causas sociais, instituições, projetos sociais, incentivo educacional, defesa de legislações em defesa do meio ambiente, a fim de colocar em prática sua filosofia.


Econômico

Nesse pilar, o cuidado responsável do seu patrimônio é primordial, ou seja, fazer a renovação somente do que é necessário no quesito de equipamentos e ferramentas. Desta forma, a empresa deve prezar por uma produção e prestação de serviços de melhor qualidade possível, de maneira que justifique os preços de seus produtos e serviços. Há também a responsabilidade fiscal, que corresponde a se comprometer em demonstrar os resultados da aplicação do conceito sustentável, além do pagamento dos devidos tributos e declarações à Receita.


Ambiental

No âmbito ambiental, são enfatizadas questões como produção consciente, ou seja, produzir apenas o necessário, se propor a minimização da emissão dos poluentes, usufruir dos recursos naturais com responsabilidade. Existe também há o incentivo de novas práticas, apoio à programas de preservação da natureza.



Problemáticas desse conceito

Por se tratar de um Tripé, nenhum dos pilares funcionam sem o outro, dessa forma, os pilares são interdependentes e muitas vezes as empresas focam muito em um pilar e negligenciam os outros, causando uma disfunção desse conceito. Por isso, é necessária uma constante fiscalização desses pilares para promover um equilíbrio entre eles, e algumas corporações acabam desengajando a empresa de aderir à essa filosofia. Outra questão que vale ser ressaltada é o “lucro acima de tudo”, ou seja, se a empresa deseja se encaixar nesse modelo sustentável de gestão, é necessário que sua visão sobre o lucro tenha um peso diferente. Isso não significa colocar o lucro de lado, mas sim não pode ser a razão que algum pilar do tripé seja negligenciado. Isso acontece com frequência quando a corporação vai em busca de uma produção mais barata, más condições de trabalho, poucos investimentos entre outros fatores que, podem até levar à um aumento do lucro, mas ao longo prazo, compromete a imagem e a credibilidade da empresa.

Texto por: Athina Zapparoli

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